Mestrado em Geografia

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INSTRUMENTOS DE ORDENAMENTO TERRITORIAL: AS POTENCIALIDADES DO ZONEAMENTO ECOLÓGICO ECONÔMICO E DO PLANO DIRETOR NA GESTÃO TERRITORIAL DOS MUNICÍPIOS SUL-MATO-GROSSENSE NA ROTA BIOCEÂNICA
Curso Mestrado em Geografia
Tipo Dissertação
Data 25/03/2026
Área GEOGRAFIA
Orientador(es)
  • RAFAEL OLIVEIRA FONSECA
Orientando(s)
  • MARCIA APARECIDA DE CASTRO BURGEDURF SILVEIRA FERREIRA
Banca
  • FABIO MARTINS AYRES
  • RAFAEL OLIVEIRA FONSECA
  • SEDEVAL NARDOQUE
Resumo A dissertação discute o ordenamento territorial como instrumento essencial para organizar o uso do espaço urbano e rural diante da urgência imposta pela Rota Bioceânica, eixo de circulação que intensificará pressões socioambientais nos municípios sul-mato-grossenses. A finalidade central é evidenciar que o ordenamento territorial, entendido como processo dinâmico de gestão influenciado pelo Estado, setor privado e sociedade civil, torna-se indispensável para garantir desenvolvimento sustentável em contextos de grandes transformações logísticas. O estudo parte do reconhecimento de que, embora o Brasil disponha de instrumentos legais como o Estatuto da Cidade e a Política Nacional do Meio Ambiente, muitos municípios não os implementam ou os executam de forma adequada, comprometendo a capacidade de planejamento. Nesse cenário, a Rota Bioceânica — corredor rodoviário que conectará Mato Grosso do Sul ao Chile, via Paraguai e Argentina — intensifica desafios como expansão urbana desordenada, impactos ambientais e aumento do fluxo de cargas pesadas, especialmente em Sidrolândia, Nioaque, Guia Lopes da Laguna e Porto Murtinho. O objetivo da pesquisa consiste em analisar as potencialidades do ZEE e do Plano Diretor na indução do ordenamento territorial desses municípios, tomando Jaraguari/MS como referência por ser o primeiro município do interior a instituir o ZEE por lei e por demonstrar que o instrumento orienta o desenvolvimento sem restringi-lo. Adotando o método hipotético-dedutivo como eixo orientador, com uma abordagem qualiquantitativa de caráter exploratório. A pesquisa fundamenta-se em revisão bibliográfica, análise documental, entrevistas com gestores municipais e uso de técnicas de geoprocessamento para a leitura espacial. A partir da hipótese formulada sobre o planejamento local, espera-se deduzir e analisar as contradições e percepções presentes na prática municipal. Os resultados mostram que Jaraguari apresenta experiência consolidada, utilizando o ZEE para orientar a localização de atividades econômicas, proteger áreas sensíveis e integrar planejamento urbano e rural, enquanto o Plano Diretor complementa essa estrutura normativa. Nos demais municípios, observam-se fragilidades como ausência ou desatualização dos PDs, baixa capacidade técnica e falta de integração entre políticas territoriais, o que amplia vulnerabilidades frente aos impactos da Rota. A pesquisa conclui que ZEE e PD são instrumentos estratégicos e complementares, capazes de antecipar conflitos, orientar investimentos, equilibrar desenvolvimento econômico e conservação ambiental e fortalecer a gestão territorial. Assim, confirma-se a hipótese de que sua aplicação integrada amplia a capacidade dos municípios de enfrentar os desafios impostos pela circulação intensificada da Rota Bioceânica e de promover um ordenamento territorial sustentável.
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MIGRAÇÕES SUL-SUL: A INSERÇÃO DE IMIGRANTES VENEZUELANOS NO MERCADO DE TRABALHO EM CAMPO GRANDE-MS
Curso Mestrado em Geografia
Tipo Dissertação
Data 24/03/2026
Área GEOGRAFIA
Orientador(es)
  • CLÁUDIA HELOIZA CONTE
Orientando(s)
  • ROBSON DE PAULA VAZES
Banca
  • CLÁUDIA HELOIZA CONTE
  • MARCO AURÉLIO MACHADO DE OLIVEIRA
  • WALTER GUEDES DA SILVA
Resumo A Venezuela enfrenta uma profunda crise que desencadeou um dos maiores êxodos da história recente da América Latina. Fatores como a hiperinflação, a escassez de alimentos e a instabilidade política levaram milhões de venezuelanos a buscar refúgio em países vizinhos, consolidando o Brasil como um destino importante através da fronteira norte. Em resposta, o Estado brasileiro instituiu a "Operação Acolhida", cuja estratégia de interiorização redistribui logisticamente essa população pelo território nacional. Contudo, essa dinâmica suscita um problema central: a transformação de um fluxo essencialmente humanitário em uma engrenagem de "mobilidade forçada", onde esses sujeitos desterritorializados acabam sendo convertidos em um "exército industrial de reserva" funcional para as demandas de trabalho do capitalismo periférico. Nesse contexto, o objetivo geral desta pesquisa é analisar a territorialização e a inserção dos imigrantes venezuelanos no mercado de trabalho em Campo Grande-MS, investigando as contradições entre a política de "migração dirigida" e a precarização da força de trabalho no contexto do capitalismo periférico. Fundamentada na abordagem neomarxista, especificamente nos conceitos de "mobilidade forçada" e "exército industrial de reserva", a investigação adotou uma metodologia quali-quantitativa. A metodologia fundamentou-se em pesquisa bibliográfica e documental, com foco no levantamento e processamento de microdados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), no período de 2018 a 2024, e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), entre 2018 e 2025. A etapa qualitativa envolveu entrevistas semiestruturadas com gestores da Associação Venezuelana em Campo Grande (AVCG), Programa UEMS Acolhe, Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Ministério Público do Trabalho (MPT) e Fundação Social do Trabalho (Funsat). Os resultados apontam um crescimento exponencial dos vínculos formais na capital, saltando de 26 em 2018 para 1.309 em 2024. A análise dos dados revelou uma nítida divisão territorial do trabalho: enquanto o interior de Mato Grosso do Sul absorve essa mão de obra na agroindústria frigorífica, Campo Grande a concentra no setor de serviços e comércio varejista (supermercados), segmentos marcados por alta rotatividade. O migrante venezuelano foi transformado em elemento funcional para o capitalismo local: essencial para a operação de setores intensivos, mas mantido em instabilidade laboral que dificulta sua plena territorialização. A "acolhida", portanto, esbarra nos limites da estrutura econômica, que absorve a força de trabalho, mas resiste em acolher plenamente o cidadão.
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AVALIAÇÃO AMBIENTAL EM NASCENTES URBANAS DE CAMPO GRANDE - MS: ANÁLISE CRÍTICA DOS PROTOCOLOS DE AVALIAÇÃO RÁPIDA NO CONTEXTO SISTÊMICO
Curso Mestrado em Geografia
Tipo Dissertação
Data 03/03/2026
Área GEOGRAFIA
Orientador(es)
  • MARIA HELENA DA SILVA ANDRADE
Orientando(s)
  • GABRIEL PARENTE DE AQUINO
Banca
  • CAMILA DE BRITO ANTONUCCI BENATTI BRAGA
  • MARCOS VINICIUS CAMPELO JUNIOR
  • MARIA HELENA DA SILVA ANDRADE
Resumo A água é um dos elementos mais importante da vida cotidiana em todas as sociedades ao longo da história, orientando, promovendo e garantindo o desenvolvimento das ocupações e atividades humanas. Uma parte essencial dos recursos hídricos é justamente as nascentes, estruturas geomorfológicas responsáveis pelo início das redes de drenagem fluvial, sendo uma estrutura de caráter sistêmico que se encadeia com outros sistemas em uma teia de relações e inter-relações que formam as bacias hidrográficas. Na busca por entender esse objeto de maneira integradora, este estudo objetiva avaliar o estado ecológico das áreas de nascentes urbanas de Campo Grande (MS) utilizando a abordagem sistêmica como lastro, além de objetivar ser uma base teórica para subsidiar ações de mitigação e conservação de danos ambientais. Para a análise, 15 nascentes, distribuídas nas Microbacias Urbanas dos Córregos Bálsamo, Bandeira, Coqueiro, Gameleira, Imbirussu, Lagoa, Lajeado, Prosa e Segredo, foram visitadas e tiveram protocolos coletados entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025. Os resultados obtidos por meio do índice de impacto ambiental em nascentes revela que o quadro das nascentes abordadas é preocupante, com apenas uma classificada como “Boa”, evidenciando problemas como a presença de lixo em todas as áreas visitadas, forte presença de espécies exóticas invasoras, como leucenas, lançamento de efluentes domésticos e falta de proteção das Áreas de Preservação Permanente. Conclui-se, porém, que ao observar a característica sistêmica desses objetos, é possível identificar que o método testado não consegue integrar esse pensamento em seus resultados, necessitando de outras formas de análise para garantir fidedignidade ao monitoramento das áreas de nascentes.
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