Mestrado em Ensino de História em Rede Nacional

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TRABALHO Ações
Novas Linguagens para o Ensino de história: Trabalhando podcasts com estudantes da escola estadual Lino Villacha (2024)
Curso Mestrado em Ensino de História em Rede Nacional
Tipo Dissertação
Data 31/03/2025
Área HISTÓRIA
Orientador(es)
  • ALINE VANESSA LOCASTRE
Orientando(s)
  • EMERSON APARECIDO SOUZA SILVA
Banca
  • ALINE VANESSA LOCASTRE
  • CYNTIA SIMIONE FRANÇA
  • RODRIGO BIANCHINI CRACCO
Resumo Este estudo examina o potencial pedagógico dos podcasts enquanto uma das novas linguagens aplicáveis ao ensino de história no âmbito do ensino médio. A dissertação delineia um projeto de mestrado cuja finalidade é a elaboração de um guia didático destinado a professores, com enfoque na produção e na implementação de podcasts no ambiente da sala de aula. Analisa-se a relação entre as tecnologias digitais, o ensino de história e a construção da consciência histórica dos estudantes. Ademais, a investigação aborda os desafios e as possibilidades decorrentes da integração de recursos como os podcasts às práticas pedagógicas, considerando-se o contexto da cultura digital e as demandas educacionais contemporâneas. Por fim, são apresentados planejamentos bimestrais que exemplificam, de maneira prática, a utilização de tecnologias digitais, incluindo a produção de podcasts, no desenvolvimento de aulas de história.

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Trabalho: ALÉM DA REVOLTA DA CHIBATA: REFLEXÕES SOBRE CIDADANIA, RESISTÊNCIA E EXCLUSÃO SOCIAL NA REPÚBLICA BRASILEIRA NO PÓS-ABOLIÇÃO
Curso Mestrado em Ensino de História em Rede Nacional
Tipo Dissertação
Data 28/03/2025
Área HISTÓRIA
Orientador(es)
  • RODRIGO BIANCHINI CRACCO
Orientando(s)
  • José Augusto Pimentel de Freitas
Banca
  • MANUELA AREIAS COSTA
  • PRISCILA MIRAZ DE FREITAS GRECCO
  • RODRIGO BIANCHINI CRACCO
Resumo A presente pesquisa tem como objeto o ensino sobre a Revolta da Chibata, por meio de uma
perspectiva crítica, na qual serão abordados subtemas como a Proclamação da República, as
teorias raciais e a política de branqueamento da população brasileira. Pretende-se deste modo,
contemplar os objetos de conhecimento propostos pela Base Nacional Comum Curricular
(2017), documento normativo curricular oficial da educação, buscando subsídios teóricos,
científicos, que fujam do convencional livro didático. Para tanto, foram elencados os seguintes
objetivos específicos: compreender em qual contexto da Proclamação da República estavam
inseridos os descendentes de ex-escravizados (por serem grande parte membros da Marinha);
investigar as condições sociais, físicas e econômicas as quais estavam inseridos esses
trabalhadores e os motivos que levaram a revolta; analisar o que a literatura educacional aborda
sobre a temática e sobre os recursos que podem ser utilizados em sala de aula, para o ensino da
temática e a construção do produto final, após o levantamento, análise das fontes e
desenvolvimento da pesquisa. Trata-se de uma pesquisa qualitativa com abordagem documental
e bibliográfica, na qual o percurso metodológico consiste no levantamento e na análise crítica
de fontes primárias e secundárias. Dentre os documentos analisados, destacam-se as
Constituições brasileiras e demais legislações pertinentes, além de projetos e ementas que
permitam compreender o contexto histórico e jurídico da Revolta da Chibata. Dentre esse
material, consta também uma gama significativa de documentos cedidos pela Diretoria do
Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha (DPHDM), entre eles o Manifesto dos
Marinheiros Insurgentes (1910). O estudo também abarca literatura educacional para subsidiar
a construção de estratégias pedagógicas voltadas ao ensino da temática. O produto foi pensado
a partir da didática crítica de Paulo Freire, Libâneo e Zabala, na qual o estudante é agente ativo
na construção do conhecimento, mediado pelo professor, com o uso de recursos didáticos
diversos.
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TODOS OS TEMPOS DA ALEGRIA: O SURGIMENTO DO BLOCO CORDÃO VALU NA PRIMEIRA DÉCADA DO SÉCULO XXI EM CAMPO GRANDE/MS
Curso Mestrado em Ensino de História em Rede Nacional
Tipo Dissertação
Data 28/03/2025
Área HISTÓRIA
Orientador(es)
  • RODRIGO BIANCHINI CRACCO
Orientando(s)
  • Oscar Rocha
Banca
  • DANILO ALVES BEZERRA
  • LEANDRO HECKO
  • RODRIGO BIANCHINI CRACCO
Resumo Neste trabalho são investigados o início e a expansão de nova etapa na história do Carnaval de rua em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, a partir da criação do bloco Cordão Valu, em 2007, que trouxe novamente o festejo popular para o centro da cidade, possibilitando a ocupação inédita do espaço público em determinadas áreas, com desdobramentos que excedem o período carnavalesco. Questionamentos sobre a participação das camadas populares nesse processo ou quais agentes mobilizaram seus interesses em torno da ação contra a mercantilização do Carnaval estão na base desta pesquisa. O recorte temporal atravessa as três últimas décadas e também abre a discussão sobre elementos da história e da cultura locais. A metodologia/teorização utilizada encontra postulados originários da História dos Conceitos, História do Tempo Presente e Estudos Culturais, que servem como ponto de reflexão para problemáticas que surgem dos levantamentos de fontes e da investigação da cobertura jornalística dos acontecimentos, com as falas dos principais envolvidos na construção de novo cenário dessa festa popular, que ainda passa por tensões e ressignificações. O tema serve ainda de base para formulação de proposta de Itinerário Formativo que possa ser desenvolvida no primeiro ano do Ensino Médio, enfocando aspectos referentes à cultura popular, ao patrimônio e à memória.
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    CELSO FURTADO NO CONTEXTO DESENVOLVIMENTISTA BRASILEIRO: A BIOGRAFIA COMO RECURSO NO ENSINO DE HISTÓRIA.
    Curso Mestrado em Ensino de História em Rede Nacional
    Tipo Dissertação
    Data 28/03/2025
    Área HISTÓRIA
    Orientador(es)
    • MARINETE APARECIDA ZACHARIAS RODRIGUES
    Orientando(s)
    • Alex Sandro Giraldelo dos Santos
    Banca
    • BRAZ BATISTA VAZ
    • FABRICIO ANTONIO DEFFACCI
    • MARINETE APARECIDA ZACHARIAS RODRIGUES
    Resumo Esta dissertação tem como objetivo compreender, a partir de alguns aspectos da biografia de Celso Furtado o processo de elaboração do desenvolvimento social e econômico para o Brasil no período de 1945 a 1964. Pretendemos evidenciar a abordagem biográfica como possibilidade didático-metodológica para o ensino de História, ao propor a análise do cenário desenvolvimentista no Brasil (1945-1964), a partir da biografia do economista Celso Furtado. Considerado um dos mais relevantes intelectuais do século XX no Brasil, Celso Furtado foi também parte fundamental da política desenvolvimentista no país, dessa forma, suas contribuições se estendem para além das proposições teóricas, materializando-se em políticas públicas em prol do desenvolvimento econômico do Brasil, no entanto, sua visão de desenvolvimentismo não representa a totalidade de concepções desenvolvimentistas à época, o que pretende-se demonstrar nesta pesquisa.
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    As representações sociais das populações negras no livro didático de História: processos de invisibilidade e subalternização.
    Curso Mestrado em Ensino de História em Rede Nacional
    Tipo Dissertação
    Data 27/03/2025
    Área HISTÓRIA
    Orientador(es)
    • SIRLEY LIZOTT TEDESCHI
    Orientando(s)
    • Fabio Gomes de Sousa dos Santos
    Banca
    • CINTIA SANTOS DIALLO
    • Maria Aparecida Lima dos Santos
    • SIRLEY LIZOTT TEDESCHI
    Resumo O projeto de pesquisa intitulado As representações sociais das populações negras no livro
    didático de História: processos de invisibilidade e subalternização, está vinculado ao
    Programa de Pós-Graduação - Mestrado Profissional em Ensino de História -
    PROFHISTÓRIA, e a linha de Pesquisa Saberes Históricos no Espaço Escolar, da
    Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul -UEMS. Tem como objetivo analisar como
    as populações negras são representadas no livro didático de História do Projeto Araribá,
    utilizado com a turma do 8o ano do Ensino Fundamental, referente ao Programa Nacional
    do Livro Didático/PNLD 2020/2023, e as implicações nas abordagens das questões
    raciais no Ensino de História. Para a análise desta temática, buscamos aporte teórico na
    historiografia, com destaque para os estudos de Roger Chartier, afim de compreender o
    conceito de representação associado à ideia das relações entre as representações coletivas
    e as práticas sociais; nos estudos sobre educação para as relações étnico-raciais e nos
    estudos decoloniais para problematizar o processo de construção histórica do racismo no
    Brasil a partir do século XIX, compreendendo como a educação, ao reproduzir o
    pensamento da época, acabou ecoando o racismo e a subalternização do negro em sua
    constituição, inclusive no Ensino de História. Para a produção dos dados da pesquisa
    realizamos uma análise do referido livro didático para compreender como as populações
    negras são representadas nesse documento. Desta forma, pretendemos contribuir com as
    discussões relacionadas as populações negras, em questões como educação, direito,
    cidadania e reparação histórica, contribuindo para a superação de todas as tentativas de
    invisibilidade e subalternização dessas populações. Os livros didáticos são valiosos
    instrumentos de democratização do saber e exercem papel fundamental na formação
    escolar do/a aluno/a, importa compreender como esse material pode ser utilizado para
    construção de um processo educacional plural e livre de todas as estratégias de exclusão.
    Os resultados da pesquisa mostram, por um lado, que o livro analisado ainda carrega as
    marcas da perspectiva da colonialidade. Os processos envolvendo as populações negras
    são apresentadas, em grande medida, a partir do viés dos dominadores, os negros são
    subalternizados e guetizados. Por outro lado, existem indícios de decolonialidade quando
    o livro apresenta movimentos de resistência dos negros ao regime escravocrata, embora
    essa perspectiva seja incipiente. Assim, no livro didático de História analisado,
    predominam as representações das populações negras de maneira estereotipada,
    caracterizando essas populações como subalternas, como serviçais associados aos
    processos de escravidão. A partir dos resultados da pesquisa, produzimos cinco propostas
    de planos de aula de história para o 8o ano do Ensino Fundamental II, que serão
    disponibilizados para os/as professores/as, como uma possibilidade, dentre tantas outras,
    de contribuir com as reflexões que envolvem o combate ao racismo e a segregação, e
    fomentar a valorização da população negra.
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    CENTRO DE MEMÓRIA E ENSINO DE HISTÓRIA: RESSIGNIFICANDO A HISTÓRIA DA ESCOLA QUE “NASCEU NO CORAÇÃO E NOS BRAÇOS DO POVO”
    Curso Mestrado em Ensino de História em Rede Nacional
    Tipo Dissertação
    Data 27/03/2025
    Área HISTÓRIA
    Orientador(es)
    • MARINETE APARECIDA ZACHARIAS RODRIGUES
    Orientando(s)
    • KARINNE MARTINS ESTEVES
    Banca
    • Dulceli de Lourdes Tonet Estacheski
    • MARINETE APARECIDA ZACHARIAS RODRIGUES
    • Olivia M. M. de Medeiros
    Resumo A Escola Estadual Lino Villachá, situada na cidade de Campo Grande no atual Estado de Mato Grosso do Sul, construída em regime de mutirão, tem sua história relacionada à questão da hanseníase, ao estigma e à luta da comunidade por direitos a cidadania social. Esta pesquisa tem como objetivo reconhecer a importância de se estruturar um centro de memória nessa instituição, identificando sua contribuição para o ensino de História e suas múltiplas possibilidades para a preservação das memórias e história da sociedade que a construiu. Além de abranger a estruturação e organização desse espaço ao longo dos anos, essa dissertação aborda parte da história da hanseníase e o papel do Hospital São Julião nesse processo, bem como sua relação com o Bairro Nova Lima e a vida do poeta Lino Villachá. Tendo como linha de pesquisa Saberes Históricos em Diferentes Espaços de Memória, a metodologia será exploratória por meio de estudo de caso e pesquisa bibliográfica em documentos presentes na própria instituição, nos projetos desenvolvidos, nas reportagens da mídia local, bem como em artigos que envolvem as temáticas. Discussões historiográficas relacionadas à memória, à identidade, a história local, ao trabalho com fontes históricas e possibilidades de interdisciplinaridade no ensino de História marcarão esse processo objetivando um projeto para a construção de um espaço de preservação da memória, como uma forma de resistência.
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    Sobá: cultura e ensino de história
    Curso Mestrado em Ensino de História em Rede Nacional
    Tipo Dissertação
    Data 26/03/2025
    Área HISTÓRIA
    Orientador(es)
    • MARINETE APARECIDA ZACHARIAS RODRIGUES
    Orientando(s)
    • Moisés de Souza Barros
    Banca
    • MARCELO DE SOUZA MAGALHÃES
    • MARINETE APARECIDA ZACHARIAS RODRIGUES
    • RODRIGO BIANCHINI CRACCO
    Resumo A presente pesquisa tem como objeto a história do sobá, alimento reconhecido como Patrimônio Cultural e amplamente consumido pela população sul-mato-grossense. O objetivo central consiste em demonstrar como e em que medida o sobá, enquanto manifestação cultural registrada como patrimônio imaterial de Campo Grande, pode ser integrado às práticas didáticas para abordar a História Regional. Entre os objetivos específicos, destacam-se: a) analisar o conceito de patrimônio imaterial e cultura, bem como as teorias que sustentam sua relação com a construção de identidades locais; b) examinar o processo migratório japonês e a formação da comunidade okinawana em Campo Grande - MS, identificando a introdução do sobá como expressão gastronômica típica; e c) desenvolver uma sequência didática que articule os conhecimentos levantados para aplicação em sala de aula e a apresentação do produto, fruto da pesquisa, para sua aplicação na prática escolar. O percurso metodológico inclui revisão bibliográfica e análise documental, abrangendo legislações, referenciais normativos educacionais, o processo de registro do sobá como patrimônio e a historiografia local. O referencial teórico fundamenta-se nos conceitos de representação, memória e operação historiográfica. Como resultado, apresenta-se um álbum em formato de e-book, também disponível em formato impresso, concebido como instrumento didático para o ensino de História Regional. Esse material abordará o sobá como eixo central, explorando temas correlatos, como migração, patrimonialização e a história da alimentação.
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      A EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS E A LEI 10.639/03: DESAFIOS DO ENSINO DE HISTÓRIA E ARTE EM CAMPO GRANDE – MS
      Curso Mestrado em Ensino de História em Rede Nacional
      Tipo Dissertação
      Data 26/03/2025
      Área HISTÓRIA
      Orientador(es)
      • ROGÉRIO DA PALMA
      Orientando(s)
      • MICHELLE APARECIDA SILVESTRE SILVA
      Banca
      • CINTIA SANTOS DIALLO
      • JUÇARA DA SILVA BARBOSA DE MELLO
      • ROGÉRIO DA PALMA
      Resumo A Educação de Jovens e Adultos (EJA) no Brasil é um reflexo de um histórico de exclusão social, com impacto significativo na população negra. A promulgação da Lei 10.639/2003, que estabelece a obrigatoriedade do ensino da História e Cultura Afro-Brasileira nas escolas, representa um avanço importante na busca por equidade racial na educação. No entanto, a implementação dessa lei ainda enfrenta diversos desafios, especialmente na EJA, onde a cultura afro-brasileira é frequentemente invisibilizada no currículo e a falta de formação adequada para os docentes dificulta a efetivação da legislação. Este estudo tem como objetivo investigar a aplicação da Lei 10.639/2003 na EJA e explorar como as disciplinas de História e Arte podem promover a valorização da cultura afro-brasileira nesse ambiente. A pesquisa parte da hipótese de que a carência de ações pedagógicas eficazes e a resistência institucional prejudicam a aplicação da lei, perpetuando práticas educacionais que desconsideram a diversidade cultural. A metodologia utilizada é qualitativa, baseada na análise documental e em entrevistas com educadores da EJA, com o intuito de entender suas percepções e os obstáculos enfrentados na implementação da legislação. O estudo também dialoga com autores como Munanga (2001), Santos (2022) e Almeida (2018), que abordam o racismo estrutural e a relevância de práticas pedagógicas antirracistas. Espera-se que esta pesquisa contribua para fortalecer a identidade cultural dos estudantes negros, promovendo um ensino mais inclusivo e uma sociedade mais justa.
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        O CORTA-JACA E A PRIMEIRA REPÚBLICA: MÚSICA POPULAR E ENSINO DE HISTÓRIA
        Curso Mestrado em Ensino de História em Rede Nacional
        Tipo Dissertação
        Data 21/03/2025
        Área HISTÓRIA
        Orientador(es)
        • MANUELA AREIAS COSTA
        Orientando(s)
        • ALINE RAFAELA PORTILIO LEMES
        Banca
        • Dulceli de Lourdes Tonet Estacheski
        • JULIANA DA CONCEIÇÃO PEREIRA
        • MANUELA AREIAS COSTA
        Resumo A pesquisa propõe refletir sobre as contribuições da música popular como fonte para a pesquisa
        e o ensino sobre o Rio de Janeiro da Belle Époque. Por um lado, observa-se que a música se
        constitui como uma linguagem potente para a aprendizagem histórica. Por outro lado, pode
        contribuir para uma compreensão polifônica sobre a atuação popular no início da República. A
        investigação terá como foco a trajetória do Gaúcho, tango brasileiro popularmente conhecido
        como o Corta-jaca, composto por Chiquinha Gonzaga para finalizar o terceiro ato da opereta

        burlesca Zizinha Maxixe, em 1895. A composição transitou pelos teatros, carnavais, chopes-
        berrantes e sociedades dançantes da época com sucesso, mas gerou polêmica ao adentrar o

        Palácio do Catete pelas mãos da então primeira-dama Nair de Teffé, que executou a peça ao
        violão em uma recepção presidencial em 26 de agosto de 1914. Seus detratores consideraram a
        música “imoral”, “grosseira”, “lasciva”, “chula” e “selvagem”. O fato de se tratar de um gênero
        musical e dançante de origem afro-brasileira, marcado por síncopes e por requebros, indica que
        os juízos de valor emitidos a respeito do Corta-jaca carregam em si questões relativas a raça,
        gênero e projetos de nação, em um contexto marcado pela difusão do ideário cientificista e seus
        projetos higienistas. Entusiastas da música popular, no entanto, valorizaram o tango brasileiro e
        seus correlatos (maxixe, choro, fado, etc.) justamente por serem gêneros musicais populares,
        portanto, portadores de nacionalidade. A trajetória de Chiquinha Gonzaga e os debates em torno
        da utilização de ritmos afro-brasileiros, do teor nacional e popular de sua obra são pontos
        estratégicos para se pensar a construção da nação brasileira e suas fissuras. Para investigar as
        questões acima delineadas será analisada a partitura do Gaúcho que, apesar das limitações de
        registro gráfico, nos permite obter informações a respeito da melodia, do ritmo e da tonalidade.
        Por meio da ferramenta de busca da Hemeroteca Digital Brasileira da Biblioteca Nacional será
        realizado um levantamento sobre Chiquinha Gonzaga e sobre o “corta-jaca”, objetivando
        caracterizar os jogos de força que atuaram na construção da música popular entre o final do
        século XIX e o início do século XX. Por fim, propõe-se uma série de quatro oficinas pedagógicas
        sobre “Música e História”, que podem ser trabalhadas de forma isolada ou articuladas pelos
        professores e professoras em sala de aula.
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        DOCUMENTÁRIOS E ENSINO DE HISTÓRIA: UM EXERCÍCIO A PARTIR DE TEMAS RELACIONADOS À HISTÓRIA DE MATO GROSSO DO SUL
        Curso Mestrado em Ensino de História em Rede Nacional
        Tipo Dissertação
        Data 20/03/2025
        Área HISTÓRIA
        Orientador(es)
        • LEANDRO HECKO
        Orientando(s)
        • CARLOS GILBERTO BARROSO MAIA
        Banca
        • Andrey Minin Martin
        • LEANDRO HECKO
        • MARIA CELMA BORGES
        Resumo A dissertação investiga a interseção entre cinema e ensino de História, com ênfase nos documentários como fontes históricas e ferramentas pedagógicas no ensino da história regional de Mato Grosso do Sul. O estudo tem como objetivo explorar o potencial dos documentários para enriquecer o aprendizado histórico, conectar passado e presente e fomentar debates críticos. A pesquisa observa o documentário CAÁ – a força da erva (2005) e sua abordagem em sala de aula, e divide-se em três capítulos. O primeiro aborda as interfaces teóricas entre cinema, história e ensino, demonstrando como o cinema, particularmente os documentários, transcende o entretenimento para se tornar recurso educacional que promove aprendizagens críticas e significativas. O segundo capítulo enfoca os desafios e abordagens no ensino de história regional, destacando as especificidades e as narrativas locais de Mato Grosso do Sul como componentes essenciais para a formação cidadã e a valorização da identidade regional. O terceiro apresenta uma aplicação prática, propondo um catálogo curatorial de documentários sobre Mato Grosso do Sul e uma sequência didática para uso em sala de aula, integrando teoria e prática pedagógica. A metodologia combina análise de filmes, revisão bibliográfica e desenvolvimento de propostas que podem ser aplicadas. As conclusões apontam que os documentários oferecem uma abordagem inovadora e acessível para trabalhar a diversidade cultural, social e ambiental de Mato Grosso do Sul, promovendo uma aprendizagem histórica contextualizada e interdisciplinar. O produto da pesquisa é um catálogo curatorial de documentários e uma sequência didática, ilustrando como esses recursos podem tornar o ensino de História mais dinâmico, crítico e conectado à realidade dos estudantes. A dissertação reforça a importância de integrar narrativas regionais no ensino de História, valorizando a memória local e estimulando a construção de uma consciência histórica crítica e cidadã.
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        PELOS TRILHOS (VIRTUAIS) DA MEMÓRIA: EDUCAÇÃO PATRIMONIAL E ENSINO DE HISTÓRIA EM CAMPO GRANDE - MS
        Curso Mestrado em Ensino de História em Rede Nacional
        Tipo Dissertação
        Data 19/03/2025
        Área HISTÓRIA
        Orientador(es)
        • Andrey Minin Martin
        Orientando(s)
        • GISLAINE OLIVEIRA KLITZKE
        Banca
        • Andrey Minin Martin
        • EDUARDO ROMERO DE OLIVEIRA
        • MANUELA AREIAS COSTA
        Resumo O objetivo deste trabalho é analisar o patrimônio ferroviário de Campo Grande e seus usos a
        partir do ensino de História na Educação Básica, nos anos finais do Ensino Fundamental II,
        centralizada na Escola Municipal Professora Maria Lúcia Passarelli. Tendo como objetivo
        investigar as percepções dos alunos dos oitavos e nonos anos ante o patrimônio ferroviário
        como parte do seu cotidiano, buscamos entender a relação entre o conhecimento histórico e a compreensão do tema e propor estratégias para aumentar a consciência e conservação deste patrimônio. Dada a negligência observada e a frequente demolição destes bens patrimoniais em nome da transformação urbana, o estudo levanta a necessidade de reconhecer e valorizar estes elementos através da educação patrimonial como parte integrante da história e identidade da cidade. Utilizando métodos qualitativos, procuramos captar as vozes e experiências dos alunos, por meio da utilização de questionários semiabertos e fontes documentais sobre a memória ferroviária local, (legislações, fotografias e documentos Iphan).Os resultados esperados incluem não só a identificação de possíveis lacunas no ensino desta temática, mas também recomendações para a sua integração mais eficaz nos currículos escolares. Foi enfatizada a importância de promover uma educação patrimonial mais ampla e inclusiva entre os estudantes, com o objetivo de melhor valorizar o patrimônio cultural de Campo Grande e sua conservação para as gerações futuras.
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        A história vivida na rua: o ensino da história local em Nova Andradina/MS como prática emancipatória
        Curso Mestrado em Ensino de História em Rede Nacional
        Tipo Dissertação
        Data 19/03/2025
        Área HISTÓRIA
        Orientador(es)
        • Dulceli de Lourdes Tonet Estacheski
        Orientando(s)
        • RAFAEL SAMPAIO DE QUEIROZ
        Banca
        • CELIA MARIA FOSTER SILVESTRE
        • Dulceli de Lourdes Tonet Estacheski
        • NOEMIA DOS SANTOS PEREIRA MOURA
        Resumo O presente trabalho propõe uma reflexão acerca do ensino de história, do livro didático e das possibilidades com o ensino de história local em uma perspectiva da História Vista de Baixo e a História à Contrapelo. O conteúdo apresentado, discorre nas perspectivas de Walter Benjamin, com a ideia da “História à Contrapelo”, em que o mesmo tece uma crítica para uma história que ele considera como “tradicional e linear”, haja vista que ele argumenta contra essa ideia de progresso e diz que a mesma é uma construção que serve para os interesses de uma “classe dominante”, nesse contexto, Benjamin, sugere que haja espaços para novas narrativas, de forma mais crítica e reflexiva, fornecendo espaços para as vozes que foram silenciadas no decorrer dos tempos, e vozes estas, das pessoas comuns, ou seja, fazer uma história à contrapelo. Não obstante ao pensamento de Benjamin, este trabalho também se apoia no pensamento de Rüsen a respeito do ensino de história, de forma que torna-se possível compreender uma familiaridade entre as principais ideias apresentadas anteriormente, (por Benjamin), e em Rüsen, é possível perceber que o mesmo defende que a história seja ensinada de forma crítica/reflexiva, em que a aula não seja uma simples transmissão de fatos e datas. Rüsen argumenta que o ensino da história deve se comprometer a desenvolver/estimular a capacidade de pensar crítica e historicamente e não um trabalho de memorização de fatos e datas de maneira cronológica, a aula para esta teoria precisa ter foco na interpretação, no desenvolvimento crítico e na conexão dos conteúdos com a experiência humana, vivida no cotidiano e que são trazidas por cada aluno(a) em sala de aula. No tocante ao livro didático, a perspectiva de Circe Bittencourt acompanha as ideias apresentadas em Benjamin e Rüsen, quando ela apresenta uma crítica para as abordagens dos livros didáticos que também trazem uma história linear e progressista, e que muitas vezes os livros didáticos trazem um conteúdo “tradicional”, voltado a nomes e eventos, o que pode trazer uma visão distorcida da história e ignora grupos marginalizados pela sociedade. O material didático disponível para as escolas sobre a história de Nova Andradina/MS foi analisado e, por fim, o texto traz possibilidades de trabalhos didáticos voltados à professores(as) do ensino fundamental II e do ensino médio, apresentando algumas sequências de textos e atividades que são disponibilizadas como subsídio para serem utilizadas em aulas com a temática da história local.
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        Ritmo, Resistência e Educação: O Papel do Rap no Ensino de História
        Curso Mestrado em Ensino de História em Rede Nacional
        Tipo Dissertação
        Data 17/03/2025
        Área HISTÓRIA
        Orientador(es)
        • ANNA CAROLINA HORSTMANN AMORIM
        Orientando(s)
        • Cristiele Aparecida da Silva Franco
        Banca
        • ANNA CAROLINA HORSTMANN AMORIM
        • DILZA PORTO GONÇALVES
        • MANUELA AREIAS COSTA
        Resumo A presente dissertação analisa o Rap como uma manifestação cultural e pedagógica, desde
        suas origens nas periferias urbanas brasileiras até sua incorporação no ensino de História.
        O estudo investiga o impacto sociocultural do Rap nacional, abordando sua contribuição na
        construção de identidades, sua função como instrumento de resistência política e seu
        potencial enquanto ferramenta didática. A pesquisa é desenvolvida a partir de uma
        abordagem interdisciplinar, dialogando com história, sociologia, antropologia, educação e
        estudos culturais. O primeiro capítulo examina a ascensão do Rap nacional entre 1990 e
        2010, destacando sua relação com a identidade negra e as transformações estilísticas e
        temáticas do gênero. O segundo capítulo investiga o Rap contemporâneo, enfatizando seu
        impacto social, suas contradições e seu diálogo com diferentes públicos e estruturas
        mercadológicas. Já o terceiro capítulo apresenta estratégias para a utilização do Rap no
        ensino de História, demonstrando como suas letras podem ser empregadas para promover
        reflexões críticas sobre desigualdades sociais e identidade cultural. Conclui-se que o Rap,
        além de seu valor artístico, representa um instrumento pedagógico potente, capaz de
        aproximar estudantes da realidade histórica e social brasileira.
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        Documentário e Ensino de História: uma desconstrução do discurso neoliberal a partir da análise de “Ascensão e queda do Muro de Berlim”- 2009
        Curso Mestrado em Ensino de História em Rede Nacional
        Tipo Dissertação
        Data 14/03/2025
        Área HISTÓRIA
        Orientador(es)
        • ALINE VANESSA LOCASTRE
        Orientando(s)
        • Leonardo Angrisano
        Banca
        • ALINE VANESSA LOCASTRE
        • LEANDRO HECKO
        • MÁRCIO JOSÉ PEREIRA
        Resumo A presente dissertação, apresentada ao Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu Mestrado Profissional em Ensino de História – ProfHistória, está vinculada à linha de Pesquisa “Narrativas Históricas: Produção/difusão” e pretende estabelecer uma proposta pedagógica diferenciada, com um caderno de atividades em PDF para análise de filmes, usando o cinema documentário como recurso pedagógico em sala de aula, a partir análise fílmica do documentário “Ascensão e queda do Muro de Berlim” dirigido por Oliver Halmburger (exibição mundial do History Channel) em 2009. Seu objetivo é investigar como o discurso hegemônico neoliberal do chamado “Fim da História” presente no documentário, se utiliza de um acontecimento do passado para reafirmação de sua ideologia dominante no presente e fornecer um material didático aos professores de História como ferramenta que possa auxiliar
        no trabalho com o Cinema/TV. As fontes utilizadas neste trabalho são o próprio documentário
        e fontes auxiliares tais como revistas, reportagens e cobertura da mídia sobre a queda do Muro
        de Berlim. O documentário foi analisado pela perspectiva da análise fílmica, que leva em
        conta os aspectos mais relevantes da linguagem cinematográfica, cenas, planos e sequências. O referencial teórico da pesquisa está embasado no conceito de representação de Roger Chartier, hegemonia e cultura de Antônio Gramsci, os usos políticos do passado de François Hartog e indústria cultural de Theodor Adorno. Nessa perspectiva, os filmes/documentários são considerados como representações que podem mobilizar e veicular discursos hegemônicos do presente a partir de narrativas sobre o passado e inseridos no contexto da indústria cultural, adquirirem grande poder de influenciardeterminadas concepções do passado e utilizá-las como instrumento político no presente.
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          GÊNERO E ENSINO DE HISTÓRIA: UM DIÁLOGO POSSÍVEL
          Curso Mestrado em Ensino de História em Rede Nacional
          Tipo Dissertação
          Data 02/09/2024
          Área HISTÓRIA
          Orientador(es)
          • DENI IRENEU ALFARO RUBBO
          Orientando(s)
          • THIAGO DE SOUZA BOBEDA
          Banca
          • Claudia Regina Nichnig
          • DENI IRENEU ALFARO RUBBO
          • SIRLEY LIZOTT TEDESCHI
          Resumo
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            Negros e indígenas na Guerra da Tríplice Aliança (1864-1870): as aulas de História Regional na Rede Municipal de Ensino de Campo Grande/MS.
            Curso Mestrado em Ensino de História em Rede Nacional
            Tipo Dissertação
            Data 02/09/2024
            Área HISTÓRIA
            Orientador(es)
            • ROGÉRIO DA PALMA
            Orientando(s)
            • EMÍLIO PAULINO DA ROCHA NETO
            Banca
            • Dilza Porto Gonçalves
            • MANUELA AREIAS COSTA
            • ROGÉRIO DA PALMA
            Resumo O objetivo deste trabalho é investigar a invisibilidade histórica que os negros e os povos indígenas enfrentam nas narrativas históricas sobre a Guerra da Tríplice Aliança (1864-1870), especialmente no que diz respeito às aulas da disciplina de História Regional da Rede Municipal de Ensino de Campo Grande/MS (REME) Para tanto, pesquisaremos referenciais curriculares do município, livros didáticos adotados, produções historiográficas e entrevistas com professores que atuam na disciplina e/ou que lecionam história regional. Para a elaboração do produto final, pretendemos desenvolver um e-book que atenda à demanda contemporânea de um regime historiográfico de ampla circulação a partir do campo estabelecido pela História Pública. Dessa forma, este recurso pretende auxiliar profissionais da área e fornecer uma fonte de pesquisa histórica que analise a “Guerra Grande” sob a perspectiva decolonial, evidenciando o papel relevante de negros e indígenas no conflito.
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              ÁFRICA ANTIGA EM SALA DE AULA: possibilidade didática de ensino-aprendizagem na produção de jogo de cartas temático
              Curso Mestrado em Ensino de História em Rede Nacional
              Tipo Dissertação
              Data 02/09/2024
              Área HISTÓRIA
              Orientador(es)
              • LEANDRO HECKO
              Orientando(s)
              • LUIS FELIPE MESQUITA GRANJA
              Banca
              • CARLOS EDUARDO DA COSTA CAMPOS
              • LEANDRO HECKO
              • MARIA CELMA BORGES
              Resumo Esta dissertação investiga a presença e abordagem da História da África Antiga nos livros didáticos de História, com o objetivo de compreender como esse tema é tratado e como pode ser trabalhado de forma mais adequada. A pesquisa se justifica pela importância do ensino de História da África Antiga na construção de uma identidade positiva entre os alunos afro-brasileiros, para a compreensão da história e cultura africanas e para o combate ao racismo e à discriminação. O estudo analisa duas coleções de livros didáticos do PNLD de 2022, comparando suas abordagens e verificando sua adequação às diretrizes curriculares nacionais e à coleção História Geral da África da UNESCO. A dissertação propõe sugestões, como a confecção de um jogos de cartas, para aprimorar a representação da História da África Antiga nos livros didáticos, contribuindo para uma educação mais inclusiva, diversa e democrática.
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              POR OUTROS MODOS DE SER E RE-EXISTIR: CONTRIBUIÇÕES DAS LUTAS DAS MULHERES KAIOWÁ E GUARANI NA KUNHANGUE ATY GUASU PARA O ENSINO DE HISTÓRIA EM MATO GROSSO DO SUL
              Curso Mestrado em Ensino de História em Rede Nacional
              Tipo Dissertação
              Data 31/08/2024
              Área HISTÓRIA
              Orientador(es)
              • CELIA MARIA FOSTER SILVESTRE
              Orientando(s)
              • MARIELLE DE ARRUDA RIBEIRO
              Banca
              • BEATRIZ DOS SANTOS LANDA
              • CELIA MARIA FOSTER SILVESTRE
              • DANIELLE TEGA
              Resumo A proposta deste estudo surge a partir das vivências acumuladas ao longo de dez anos de
              docência, durante os quais se constatou que, apesar da Lei 11.645/2008, que estabelece a
              obrigatoriedade do ensino da cultura e história indígena no Brasil, e de Mato Grosso do Sul ser o terceiro estado com maior população indígena, a presença desses povos não se reflete nos conteúdos escolares. A ausência dos indígenas na História ensinada aos alunos tornou-se um ponto de incômodo crescente. A dificuldade em encontrar materiais didáticos que não
              estereotipem, subalternizem, omitam ou invisibilizem os povos indígenas no processo
              histórico do país é uma constante na vida do professor em Mato Grosso do Sul, grupo ao qual me incluo. Esta pesquisa problematiza as possíveis causas da sub-representação dos indígenas
              no ensino de História. Além disso, será estudada a constituição e as lutas contemporâneas do coletivo de mulheres indígenas Kaiowá e Guarani, conhecido como Kuñangue Aty Guasu.
              Através de uma revisão bibliográfica sobre os Kaiowá e Guarani, busco compreender seus
              modos de ser e viver, bem como suas lutas e demandas. Utilizei o método de pesquisa
              exploratória, com ênfase na pesquisa bibliográfica e documental, e busquei uma perspectiva
              decolonial para entender epistemologias alternativas às impostas pelo Norte Global, que têm
              levado a apagamentos no ensino de História que devem ser revisados. Além das referências
              bibliográficas, analisei os Projetos Pedagógicos dos Cursos de História das universidades
              públicas do estado e imer-mei no site da Kuñangue Aty Guasu para compreender a construção deste importante coletivo de mulheres, que se mobiliza não apenas em pautas de gênero, mas também nas lutas pela garantia dos direitos dos povos Kaiowá e Guarani. O coletivo organizou diversos encontros com lideranças indígenas e representantes políticos, e uma rica documentação foi produzida. A partir da análise dessa documentação, proponho a elaboração de um material didático que inclua a narrativa dessas mulheres sobre si mesmas, seu povo e suas lutas. Assim, professores e alunos terão a oportunidade de conhecer a História dessas Kuña, que, embora reconheçam as especificidades de gênero, transcendem essas questões ao buscar conquistas para o povo Kaiowá e Guarani.
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                HISTÓRIA, TRAJETÓRIA E RESISTÊNCIA DAS COMUNIDADES INDÍGENAS URBANAS EM HANAITI MÊUM (CAMPO GRANDE/MS)
                Curso Mestrado em Ensino de História em Rede Nacional
                Tipo Dissertação
                Data 28/08/2024
                Área HISTÓRIA
                Orientador(es)
                • BEATRIZ DOS SANTOS LANDA
                Orientando(s)
                • KLEBER GOMES
                Banca
                • BEATRIZ DOS SANTOS LANDA
                • CELIA MARIA FOSTER SILVESTRE
                • Dr. Éder da Silva Novak
                Resumo A presença indígena fora de territórios delimitados é um fenômeno crescente nas últimas três décadas, corroborado pelos dados oficiais produzidos pelo IBGE, cujo Censo de 2022,
                indicou que a maioria da população indígena está fora destes espaços delimitados
                representando 1,1 milhão (63,27%) fora delas, enquanto 622,1 mil (36,73%) residem em
                Terras Indígenas. Estão presentes em 4832 municípios, nos quais Campo Grande/ Hanaiti
                Mêum é um destes. A população de pessoas que se autodeclaram como indígena na capital do Mato Grosso do Sul é de 18.439, sendo o maior contingente deste segmento em contexto
                urbano no estado. Entretanto, mesmo presente nas capitais e em municípios menores, estes
                indígenas seguem invisibilizados nos dados oficiais e nos materiais didáticos. O objetivo
                desta pesquisa foi realizar um levantamento detalhado dos locais onde há conhecimento de
                grupos familiares provenientes dos territórios delimitados e que instalaram de forma
                permanente em Campo Grande, tanto das aldeias já reconhecidas pelo poder público
                municipal, quanto aquelas que ainda são denominadas pelas lideranças como “comunidades”. Após os trabalhos de campo, os dados apontam oito aldeias já reconhecidas e mais dezesseis que ainda se reconhecem como uma comunidade, somando 24 territórios com a presença indígena no contexto urbano, sendo a maioria pertencente ao povo Terena. Como produto didático pedagógico a ser disponibilizado para os professores e professoras da educação básica para que possam com mais conhecimento abordar a temática indígena atendendo à Lei 11645/08, foi elaborado um mapa com a indicação destes 24 locais e planos de aula que utilizam este mapa, considerando que na disciplina de História os mapas demonstram as transformações e mudanças pelas quais as cidades vão se configurando. Assim, além dos processos históricos já conhecidos que impactaram e resultaram na expulsão de um contingente importante de suas terras tradicionais que atualmente tem resultado nas retomadas em todo o país com destaque para o MS, também deve ser objeto de formação do professorado a presença de indígenas nos contextos urbanos, e no presente caso, em Campo Grande.
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                  GUERRA FRIA E AS RELAÇÕES INTERNACIONAIS NO FILME 007 SOMENTE PARA SEUS OLHOS (1981): ESPIONAGEM, ESTEREÓTIPOS E O ENSINO DE HISTÓRIA.
                  Curso Mestrado em Ensino de História em Rede Nacional
                  Tipo Dissertação
                  Data 26/08/2024
                  Área HISTÓRIA
                  Orientador(es)
                  • ALINE VANESSA LOCASTRE
                  Orientando(s)
                  • LUCIANO ARAUJO MARTINS
                  Banca
                  • ALINE VANESSA LOCASTRE
                  • Andrey Minin Martin
                  • Santiago Silva de Andrade
                  Resumo Visando uma proposta metodológica audiovisual diferenciada nas aulas de História, bem como, produção de material didático, esta pesquisa objetiva apresentar uma análise do filme: 007 Somente Para Seus Olhos (1981) e como o mesmo apresenta visões estrategicamente construídas da visão ocidental sobre as demais nações através de estereótipos no contexto da Guerra Fria (1947-1991). Para este fim, o respectivo estudo ampara-se nos conceitos de História Social do Cinema, por meio de revisão bibliográfica e análise fílmica contemplados no Programa de Mestrado PROFHISTÓRIA, tais análises visam o questionamento sobre a espionagem inserida em uma perspectiva das relações internacionais. Investigaremos como a relação entre espionagem, geopolítica e o universo de James Bond no contexto da Guerra fria, possibilitaram a produção e disseminação do filme “007 Somente Para Seus Olhos” (1981) e como a respectiva película possui grande potencial no ensino de História no respectivo contexto histórico anteriormente citado. Apresentaremos a relevância do ensino e história e cinema. Abordaremos o processo de elaboração e o guia didático propriamente dito do filme “007 Somente Para Seus Olhos” (1981) como recurso pedagógico nas aulas de História. Este guia conterá sugestões metodológicas para professores utilizarem o filme em sala de aula, a fim de enriquecer seus recursos metodológicos e ampliar as possibilidades de aprendizagem dos estudantes no ensino de História.
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